Responsável pela geração de mais de 40 mil empregos, o Polo de Moda de Petrópolis quer mostrar que não é importante apenas para a economia local. Considerado um dos mais representativos polos fluminenses, com 800 indústrias formais e mais de mil e quinhentas lojas, ele, hoje, dita moda. Prova disso é que vai participar de um dos mais importantes eventos de moda do país, o Rio-à-Porter, salão de negócios oficial do Fashion Rio promovido entre os dias 10 e 13 de janeiro.
O evento, remodelado, traz, entre as novidades, o endereço: desta vez o palco da bolsa de negócios será a charmosa Casa Firjan da Indústria Criativa, na Rua São Clemente, 213, em Botafogo, no Rio.
A plataforma carioca da indústria criativa reúne duas vezes por ano a melhor seleção nacional de marcas, designers e polos de moda. Em comum, um objetivo: atrair os compradores do mercado da moda para rodadas de negócio e discussões sobre o valor dos processos e da criatividade. “Esse ano o Rio-à-Porter será, para nós, uma nova vitrine. Estamos apostando que as mudanças na estrutura do evento vão garantir ainda mais visibilidade e oportunidades de negócios”, diz o presidente do Sindicato das Indústrias de Confecções de Petrópolis, Addison Meneses.
O Polo de Petrópolis sempre participou do evento, com a média de vendas diretas e indiretas em torno de R$400 mil. Nesta edição, oito grifes petropolitanas apresentam as tendências para a coleção outono/inverno 2012. Nos 40 looks de cada marca vão predominar as misturas de tecidos e recortes. O tema escolhido – Nuvem Cigana – segue a tendência mundial de revalorização da liberdade, misturando o tempero étnico ao estilo gipsy. “Vamos mostrar uma coleção com detalhes típicos dos anos 60 e 80, como brilho e cortes em linha reta, tudo adaptado aos tempos atuais”, adianta a empresária Letícia Ferro Leonardo, da grife Off Rio, que esbanja otimismo. “Hoje trabalhamos com a antecedência exigida no mercado, o que é essencial”, lembra.
Viviana Rizzo, da grife Calabrote, também aposta em bons resultados. Para chamar a atenção dos compradores, ela investiu em malhas trabalhadas. “Vamos levar, por exemplo, peças feitas com uma malha que é trabalhada com fio de lã. Parece um bordado”, revela.
A estilista do Senai Moda e Design, Bruna Pinheiro, adianta que outras marcas apostam em mais detalhes. “A Cola Colorida, por exemplo, investe em pedraria”, revela. Outras grifes utilizam ainda a renda, o couro, a mistura de tricot com malha ou tecido plano, em cores que variam do cinza chumbo às terrosas.
Entre as grifes participantes, também estão Artti Rio, Branca Maria, Thiamo, Vestire e Watercolor.

